No-show: O que é? E o que fazer se eu não embarcar no voo?

Um dos assuntos que mais gera confusão entre os viajantes é o no-show. Também é o seu caso? Continue lendo!

Se você já se programou para uma viagem e não conseguiu embarcar no dia correto, provavelmente já sofreu um no-show e teve que pagar uma multa ou comprar novas passagens.

Mas será que essa prática é realmente legal? Continue lendo e veja o que é no-show, como ele funciona e quais os seus direitos.

Mas antes, o que é no-show?

O no-show é um termo utilizado quando um passageiro não aparece, deixa de embarcar ou perde um voo e não avisa à companhia aérea antecipadamente.

Geralmente, o no-show acontece quando:

  • o passageiro não faz o check-in;
  • o passageiro faz o check-in, mas não embarca no avião.

É claro que os motivos para um passageiro não comparecer podem ser diversos. No entanto, independentemente do motivo, a passagem pode ser cancelada.

Para conseguir um assento em outro voo, o passageiro precisa pagar uma taxa de no-show ou, dependendo do tipo de passagem, pedir um reembolso. Veja algumas das dúvidas mais comuns:

O que acontece se o passageiro não embarca no voo?

Quando acontecia de o passageiro não comparecer ao embarque, mas avisava à empresa aérea com antecedência, ela perdia a oportunidade de vender esse assento à outro viajante.

Por conta disso, foi criada uma taxa de no-show. Ou seja, se você perder o voo e quiser remarcar ou cancelar vai ter que desembolsar um valor diferente daquele já pago na compra da passagem aérea.

No entanto, existem algumas regras para a taxa de no-show e elas variam de acordo com a empresa.

Como é cobrada a taxa de no-show?

Quanto menor for o valor da passagem aérea, maior poderá ser a taxa de no-show. Logo, passagens mais baratas geralmente resultam em taxas maiores, enquanto passagens mais caras, podem não ter a multa por no-show e ainda haver o reembolso do valor pago.

Em caso de passagens compradas em promoções, geralmente o valor não é reembolsável.

O no-show pode variar de acordo com a companhia aérea, mas, geralmente, é cobrada uma porcentagem em cima do valor da passagem. Veja o valor nas principais empresas brasileiras:

  • Taxa de no-show na Gol: O custo de cancelamento ou alteração para voos é de R$ 170,00 ou 100% do valor da tarifa (o que for menor). E o custo por não comparecimento (no-show) para voos é de R$ 250,00 ou 100% do valor da tarifa (o que for menor). Veja todos os valores clicando aqui;
  • Taxa de no-show na Latam: O custo para alteração de passagens nacionais é de R$ 225 e para reembolso é de R$ 250. Caso a alteração ou reembolso seja solicitada para voos internacionais, o valor pode variar por região. Veja todos os valores clicando aqui;
  • Taxa de no-show na Azul: O custo para alteração ou cancelamento de voos domésticos é de R$ 250 pelo site e R$ 325 pelo call center ou no aeroporto. O custo por no-show é de R$ 350. Veja todos os valores clicando aqui.

No-show: o que é legal e o que é abusivo?

Existem duas situações que podem acontecer em caso de no-show.

Uma delas é a companhia aérea cobrar uma taxa ao passageiro, pela falta dele no momento do embarque.

Quanto a isso, alguns tribunais brasileiros entendem que a taxa é considerada legal, mas que o seu valor deve ser menor do que o valor pago na passagem aérea.

Cobrar um valor de taxa de no-show maior do que a passagem, é considerada uma prática abusiva e pode ser passível de indenização.

Outra situação bastante comum, é acontecer o no-show no trecho de ida e a companhia aérea cancelar, automaticamente, o trecho de volta.

Nesse caso, fique atento: essa prática é ilegal e, independente do motivo, a empresa não pode cancelar a passagem de volta, podendo ser considerada uma venda casada.

Qual o próximo passo?

O artigo 39, I e V do Código de Defesa do Consumidor assegura os seus direitos e considera a prática de cancelamento da passagem de volta abusiva.

Caso tenha acontecido um no-show e o trecho de volta tenha sido cancelado de última hora, sem poder remarcar o voo, você não deve ficar parado.

O próximo passo é procurar a companhia aérea e solicitar o reembolso das passagens aéreas canceladas e dos gastos extras para remarcar ou comprar novas passagens. Caso isso não aconteça, você pode reivindicar uma indenização. 

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